Pesquisadora cearense desenvolve projeto que transforma água de esgoto em energia e combustível

O hidrogênio é uma matéria-prima muito provável para a geração de energia elétrica e combustível, mas a sua obtenção ainda tem um custo muito elevado. Então a professora cearense, Fernanda Leite Lobo encontrou a solução, criando um dispositivo que extrai o hidrogênio do esgoto

professora retira hidrogênio de esgoto

Processo reduz consumo de energia

Os processos atuais para obter hidrogênio ainda não são tão viáveis, pois precisam de muita energia para serem realizados.

A solução trazida por Fernanda traz dois grandes benefícios: a geração de energia limpa e mais barata e a poluição do meio ambiente através de esgotos.

Fernanda iniciou os testes com outros pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e os resultados foram muito positivos.

A professora explica que a quantidade de energia gerada ainda é muito pequena, mas é suficiente para gerar carga em pequenos aparelho, como os celulares. Além disso, é um bom começo para que seja possível desenvolver novos equipamentos para geração de energia em larga escala.

Como o saneamento é visto como algo sem valor comercial e político, não há investimento. A partir do momento em que se dá um valor comercial ao tratamento de esgoto, empresas e políticos vão ver o saneamento de forma diferente, não só como uma limpeza a ser feita, mas como uma fonte de geração de renda”, acredita Fernanda, que atua no Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC.

professora retira hidrogênio de esgoto

Para ter bons resultados, Fernanda utilizou uma tecnologia bioeletroquímica que ainda é recente no meio acadêmico e não foi empregada no Brasil.

Basicamente, o processo produz componentes que geram reações químicas que possibilitam a criação do hidrogênio. A partir da energia química presente, é possível transformar o hidrogênio em corrente elétrica. Para realizar esse processo, Fernanda utiliza um equipamento próprio.

Distribuição

Fernanda explica que utilizar o método em larga escala depende muito de outros estudos e algumas liberações do governo. Mas, por enquanto, fica já a evidência de que a tecnologia é possível.

Sendo aplicável, teremos um combustível limpo, que não produz gás de efeito estufa, além de tornar os veículos mais silenciosos.

professora retira hidrogênio de esgoto

O estudo foi realizado em parceria com as universidades norte-americanas Princeton e Columbia e com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos. Inclusive os teste ocorrem em laboratórios norte-americanos.

Agora, Fernanda iniciará a aplicação da metodologia nos laboratórios da UFC. Para esse ano, o grupo de pesquisadores envolvidos ainda pretende fechar parceria com o Harbin Institute of Technology (HIT), da China, para novos testes.

Fonte: Razoesparaacreditar

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